quarta-feira, 23 de maio de 2012

Esperança ...


(Esse texto é como um complemento, uma continuação, do post "Remanescente ...". A música no final do Texto, também a ouvi enquanto escrevia, acredito que ajudaria a entender algumas coisas. Se possível, ouçam enquanto estiverem lendo). 

É como um mar de sangue, todas aquelas nuvens
Elas o deixam sobre pressão, a morte o persegue a todo tempo
Ele se pergunta, se deve continuar, porque não se entregar ?
Ele já pode ver todas as colunas acima das nuvens


Ele as odeia, ainda se lembra de quando elas chegaram
E escureceram tudo, tiram-lhe a felicidade
A chuva veio, com o tempo, se tornando vermelha
Foi um genocídio, tantos e tantos morreram


 Como Ele deve ter sentido, essa punhalada?
Para nós , foi uma tragédia, o desencadear de uma derrota
Resistimos o quanto pudemos, duas, três, quatro noites,
Vimos a Velha Casa ser tomada pela escuridão


Houveram momentos que reacendemos as chamas,
E a luz novamente dissipou parte das núvens
Foi quando percebemos, a tentativa de um novo mundo
Queriam que fossemos soterrados, apagados. Esquecidos


As sentinelas nos atacavam, aquelas que um dia nos guardaram
Hoje são nosso maior medo, uma soma de todos os nossos temores
Se sou a esperança, elas pra mim, são a loucura
Negras, belíssimas, sem luz ou esplendor, pura fúria ... dor

Então, a própria luz se dissipou, em nossa tentativa desesperada
De nos reerguemos, emergimos em meio aquelas nuvens ... Superfície
As edificações se partiram, os muros caíram, as bases ruíram
Como se fossem tão antigas quanto seus próprios nomes... Sentimentos



Escuridão, morte , foi assim que vi todo aquele mundo
em seus últimos momentos , antes de despencar diante de mim
dos últimos ,  agora, somos só cadáveres....
A quem vou enganar? O que eu sou? Se não o único cadáver que anda


Elas já não veem mais motivos para me caçar , mesmo quando grito
Em meio a tanta ironia , em conviver dessa forma com ela, ele não me ouve
Ou me ignora. Sou um peso morto. O novo mundo se ergue, eu sou a ultima peça
É inevitável , pois para que a chama daquele templo ascenda , basta um olhar, da dona daquele lugar

Eu me entrego, no cemitério , em meio aos ossos e cruzes,
Dos meus irmãos. A ultima esperança,  se junta a eles... Me perdoem 
Irmãos, me perdoem ...


Pois não há mais luta, não há guerra
Apenas ecos, dos meus próprios gritos, que reverberam nas paredes do oceano nevoento 
Aonde ir, como ainda caminhar, eu me acento na minha suposta sepultura
Olho pela ultima vez ao céu, tento encontrá-lo. Ele pode me ver?

Eu me entrego, e deixo minha assinatura aqui. Posso senti-las.
Chegou a hora. Sinto o Seu olhar sobre mim, com tristeza, mas
há neles, expectativa sobre o novo mundo... Elas me encontram
Sinto suas palavras, são doces, elas dizem "é hora de ir"

Sua espada é afiada, e destrói meus ossos antes de tocar o coração
Não sinto nada, não vou cair, estou ajoelhado, já me basta
Um simples olhar, Ela O deu. Eu grito, "Você pode me ver?!"
E Ele responde, "Sua assinatura, é mais altiva que seu grito"

Ela está marcada. Reascenda ... Esperança...

...:Moisés Noah:...

Comentário: Entendo este texto como uma espécie de diário do personagem. Um caderno onde estão escritos seus pensamentos ou coisas parecidas. Ainda não dei nome algum ao personagem, por enquanto o tenho apenas como "Esperança".




terça-feira, 15 de maio de 2012

Desabafo

As vezes eu me pergunto, até onde isso vai durar? Toda essa pressão e dificuldade que me fazem perder a paciência. Até onde vai minha covardia? Não sei nem se devo tomar uma atitude. Eu fujo de muitas coisas , ignoro, mas não ignoro a situação, ignoro os sentimentos que tenho. Esse é o problema, ignorar os sentimentos não faz eles deixarem de existir. E debaixo de muita pressão eles explodem. E quando isso acontece, enfim. Devo sempre fugir de meus sentimentos? Devo abandoná-los e fugir da dor? Ou encará-los de frente, assumir os riscos? Talvez se, eu assumisse os riscos, e por um milagre, terminar alcançando meu sonho , não teria mais motivos para fugir da dor, ela me daria base para suportá-la. É complicado, no final de tudo a dor me acovarda. O risco de sofrer, independente da área que esteja este risco, me faz recuar e fugir das atitudes. E por que não fugir da dor?Por que assumir o risco do sofrimento? Se não fosse Deus na minha vida, já teria chutado o balde. Ele sempre me mostra que ainda há esperança. Que eu devo confiar Nele. Então confiarei, mesmo andando no escuro. A única resposta que tenho, é sobre um final feliz, que não faço ideia de como vai ser. Mas é ai onde entra a fé. Então eu me agarro a ela, e com Deus buscarei as respostas.