domingo, 6 de julho de 2014

A Morte

(Da série Remanescente, novamente peço que ouça a música no fim do Post enquanto lê o texto)

Ele caminha sem rumo, por um grande campo
Não sabe por onde ir, mas sabe aonde chegar
Ao seu redor o vento sopra sobre a plantação de sonhos

Quem ele é? ... sobre suas costas há um peso gigantesco
Um dia ele teria sido chamado de esperança, hoje...
Não há quem possa dizer

Ele viu mundos caírem e se levantarem
Presenciou o lançamento da pedra fundamental
E como ela, nunca deixou aquele mundo

Morreu e renasceu tantas vezes,
Sempre caçado por criaturas como o Medo
os Anseios, a Desilusão... a Verdade

Acreditou que pela primeira vez iria apenas caminhar
Ele agora era apenas a Vontade em si
Não havia mais do que fugir, apenas esperar

A chuva caia sobre ele, trazida pelo vento
Toda aquele lugar se firmava em algo que ele não compreendia
Ele apenas vivia como um resquício do passado

Como a lembrança, ele carrega tantas cicatrizes
tantas dores, mas todas saradas pelo simples poder de crer
Afinal, quem é o Remanescente?

O temporal se torna uma tempestade, e não há abrigo
As gotas são salgadas como lágrimas e o céu chora
E a ventania esfola sua pele, ele sabe o que está acontecendo...

Os clarões das nuvens iluminam as pradarias
Enrolado sobre um manto ele avança contra o vento
Essa tempestade era apenas mais um de vários inimigos

As bases daquele mundo eram intimas de seu conhecimento
Ele nasceu com elas... a tanto tempo, quando ainda haviam outros
A morte alcançou aquele mundo

Sua base se manteve, ao contrario de sua superfície
Por três vezes ela se reergueu, e ao longe pode se ver
As novas colunas erguendo-se contro o céu revolto

"Tudo vai acabar"... disse a voz a suas costas
"Porque?" ... ele responde, e para sob a torrente
"Porque tem de ser assim"...

Mesmo em meio a chuva, podia-se ouvir suas lagrimas caírem

O dono do mundo, que sempre o resgatou estava ali
Ele sobrevivia a cada novo Templo
Via toda a esperança acabar e se reerguer sobre outro aspecto
"Eu posso vê-la, sabe? A rainha deste mundo" ... disse o remanescente

Ele se virou para encarar a figura escondida
Escura debaixo da sombra do céu negro
Sua face se escondia mesmo nos clarões
"Sei que pode..."

A morte chegou até ele tantas vezes
Que já não havia mais o que temer
Talvez, agora, ele descansaria de fato
"Quem sou eu?"

A lâmina nas mãos dele era afiada
Como a sabedoria, como a tristeza
Não doeria mais que a violência que ele já viveu
"Olhe para mim"

A espada deslizou levemente em sua carne
Ele podia ouvir o soluçar, as lagrimas...
A cada golpe ele via o sangue cair, mas não de seus ferimentos

O atacante sangrava junto com cada golpe...
Até que no fim, sobre o cair da chuva...
A água fora manchada pelo sangue,
Debaixo de si o capim se dobrava...

Ele podia ouvir o ruir das colunas daquele mundo
Mas dessa vez, ele não sobreviveria para ver o depois
A água o envolvia, enquanto o outro o observava
Parado, de pé, cabisbaixo...

Quando veio o seu ultimo suspiro, as nuvens foram iluminadas
A luz da trovoada expulsou a escuridão, quando o outro ergueu o rosto
Ele pode ver rapidamente quem era aquele,
Pode ver quem ele mesmo era...

O raio iluminou o seu rosto, o meu rosto...
"Você e eu somos o mesmo"... eu dizia
"E eu tive que vir até aqui, e matá-lo
Tudo o que você era e é... tive que destruir e renunciar"...

Você sempre sobreviveu, pois você era eu
Você era o dono desse mundo...
A Vontade e os Sonhos...
E tudo isso se foi... como um sacrifício...


No fim, eu mesmo sempre fui o Remanescente....

.:Moisés Noah:.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ventos de Longe

Aonde me encontro, Deus meu?
E que ventos são esses?
Que os conheço, e os anseio
Mas provém de tempos ainda não Tidos

Que serpenteia minha mente
E  enche meu peito de vida e suspiros
Posso ver Aquele que por Ti serei
E como a primavera desse Sonho, A vejo
Será Ela , por Ti, minha?

Como ela é, nesse Devaneio no Senhor?
De certo vejo Aquele, que se debruça em espírito
Viajo em Ti , em sonhos
Que não se prendem ao Tempo, mas se libertam na fé

Será Ela minha? Com isso queres premiar teu servo?
De todos  imerecidos presentes  seria este o de mais Alegria
Sendo Aquela o sonho de minha vida
Que vejo agora, abraçado em Tua vontade , meu Deus

Ó , quão grande seria minha alegria
E se demonstro minha fé em obras
Me desfaria em presenteá-la
Em fé, neste amor, buscaria nos meus atos, amá-la

Não tiro Seu lugar, Senhor
Como meu Primeiro, e Maior Amor
Mas em Ti a tenho nesse Mundo 
Como o Bem mais precioso

Não a amo como a mim mesmo
A amo mais, pois por ela sacrificaria
 minhas vestes, Para Vesti-la 

Pois, quando a vi Alegre
Eu me Alegrei
E com a felicidade Dela
Em felicidade me comovi

Não mais precisava de outra coisa
Para se alegrar a não ser o sorriso Dela
O presente de Deus para Ele,
O seu maior Ministério

Como me fazia bem,
Como me faz bem,
Teu sorriso, minha princesa
Minha Amada

Quero cortejá-la, 
Ama-la , me unir contigo
Tê-la em meu braços
Cuidar de Ti

Seu sorriso será minha recompensa
Jaz minha Alegria, 
Encontrar Teus Olhos 
É meu sonho, poder vê-los todo Dia

E ao cortejá-la e honrá-la
Busquei unir-me com Ela
Ter em nosso leito imaculado 
União absoluta contigo

Eu a Amei, 
Acima de todo meu Eu
A amei, e me alegrei

E ela me Amou
E nesse passado me entreguei
Porque eu a Amei
Sim eu a Amei

Fora como o encontro Dos Grandes Mares
Com os Rios, jaz doces,  onde como Um se fizeram,
não houve corrupção de águas
Com os olhos atentos de Deus
Sobre A boa obra que tinha Feito

Jaz Ela, amiga minha,
Amada minha,
A Ela, entregarei todo meu Amor
Tal como, a mim, Ela em amor
Se entregou

O Amada minha
Eu a vi me entregar
O mais caro dos presentes,
que pudestes me dar

Em suas mãos o segurava,
Em alegria se derramava,
Em quanto o olhava,
Era de um amor sem par

E sua felicidade, se dirigia a mim
Como Aquele que a presenteou
Com um sonho já de criança
Que em teus braços estava

Não sabias tu, quem em felicidade
Aquele se derramava,
Pois se regozijava de sua alegria
Por algo que tinha Deus te dado

Mas naquela hora, havia sido Ele
o Presenteado , com Duas Grandes Dádivas
Com as duas maiores alegrias
Mais Um presente de Deus, através de Ti

E então, desse ponto
Não mais me vi como
Aquele que se alegrava em ti
Me distanciei daquele Sonho

E o entreguei a Deus,
Para que em Seus braços cuidasse
Espero Nele por Ti, já Amada minha
Por um Futuro que Ama-la ei ainda mais!

Pois , se assim O Senhor permitir
Serás tu, ó mais bela de todas as Rainhas
O meu maior presente,
O meu maior bem,

Aos meus olhos, A única
A mais bela, e amada Mulher

.: Moisés Noah :. 30/03/2012