sábado, 30 de junho de 2012

Passado...



Lutando contra todos aqueles demônios do passado
Me faz lembrar o quanto certas coisas foram inúteis.
O quanto que certos sonhos eram baseados em mentiras
Em coisas fúteis , mas que deixaram uma cicatriz ,
que aparentemente só cresce, ao invés de sarar


Não me importa mais as consequências ao meu redor
Mas as do meu interior, são elas quem me prendem
Eu tive tantas vitórias, mas a custo de minha coragem
Foi como seu a tivesse usado durante todos aqueles anos
E graças a uma noticia, todos os bancos aonde eu a depositei
tivessem falido, e levado essa coragem para o fundo do poço


Aonde eu não posso mais alcançá-la,
A própria esperança não possui mais base,
Em meio a tanto pessimismo, ou pura realidade,
Não tenho força para romper as grades do impossível
Seja pela fé, ou pela força de vontade
Todos os dias eu me arrependo das minhas decisões
e passo a acreditar ainda mais, que é inútil sonhar com milagres



"Lá estamos andando de mãos dadas, lá estamos nós abraçados" ...
Apesar de inúteis , todos esses sonhos ainda me davam o prazer da esperança...
Hoje, eles só me despertam para a realidade, de que , talvez, eles não se realizem...
Então, ficarei eu ao lado da cova da única companheira que tive durante todo esse tempo



Minha coragem ...

"Descanse em Paz ..."

sábado, 2 de junho de 2012

O Narrador...

Quantos e quantos mundos ainda vão existir e desabar?
Quantas vezes verei uma multidão de sentimentos morrer?
Quantas vezes ainda ouvirei a esperança gritar e lutar,
 contra o que parece inevitável?


Será que todos os templos que nascem estão condenados, desde o primeiro dia?
Suas colunas não se sustentam por si mesmas, são forçadas por mim a sobreviver...
Quando virá o tempo em que as próprias colunas me darão suporte como eu as dou?
E quantos mais sobreviverão e morrerão nesta guerra que há em mim?


Haverá sempre um remanescente?
O mesmo que um dia me deu a primeira esperança graças a um Olhar?
E que luta para sobreviver, e me trás a nostalgia de um sonho falido?
Será este mais um desses sonhos?


Quanto mais me pergunto, mais medo tenho do que virá.
Gostaria de parar, viver uma vida longe desta guerra...
Mas ela mora em mim. Impérios se levantam e caem,
Em guerras que me trazem dor, após uma esperança boba


São tantos gritos, e dúvidas...
A morte vem com seu anúncio a todo sentimento ouvinte
Ela tem fome, ela vai trabalhar e fazer ruir as bases daquele lugar
Moverá as nuvens de sangue e mais e mais morrerão


Ó Deus, se possível for, livra me desta guerra
Para que eu lute o bom combate, não por sentimentos egoístas
Mas pela sua obra e cumprimento da sua vontade
A vida que está em outras guerras, não tem sentido.

Comentário: Só um pequeno desabafo de 10 minutos...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Esperança ...


(Esse texto é como um complemento, uma continuação, do post "Remanescente ...". A música no final do Texto, também a ouvi enquanto escrevia, acredito que ajudaria a entender algumas coisas. Se possível, ouçam enquanto estiverem lendo). 

É como um mar de sangue, todas aquelas nuvens
Elas o deixam sobre pressão, a morte o persegue a todo tempo
Ele se pergunta, se deve continuar, porque não se entregar ?
Ele já pode ver todas as colunas acima das nuvens


Ele as odeia, ainda se lembra de quando elas chegaram
E escureceram tudo, tiram-lhe a felicidade
A chuva veio, com o tempo, se tornando vermelha
Foi um genocídio, tantos e tantos morreram


 Como Ele deve ter sentido, essa punhalada?
Para nós , foi uma tragédia, o desencadear de uma derrota
Resistimos o quanto pudemos, duas, três, quatro noites,
Vimos a Velha Casa ser tomada pela escuridão


Houveram momentos que reacendemos as chamas,
E a luz novamente dissipou parte das núvens
Foi quando percebemos, a tentativa de um novo mundo
Queriam que fossemos soterrados, apagados. Esquecidos


As sentinelas nos atacavam, aquelas que um dia nos guardaram
Hoje são nosso maior medo, uma soma de todos os nossos temores
Se sou a esperança, elas pra mim, são a loucura
Negras, belíssimas, sem luz ou esplendor, pura fúria ... dor

Então, a própria luz se dissipou, em nossa tentativa desesperada
De nos reerguemos, emergimos em meio aquelas nuvens ... Superfície
As edificações se partiram, os muros caíram, as bases ruíram
Como se fossem tão antigas quanto seus próprios nomes... Sentimentos



Escuridão, morte , foi assim que vi todo aquele mundo
em seus últimos momentos , antes de despencar diante de mim
dos últimos ,  agora, somos só cadáveres....
A quem vou enganar? O que eu sou? Se não o único cadáver que anda


Elas já não veem mais motivos para me caçar , mesmo quando grito
Em meio a tanta ironia , em conviver dessa forma com ela, ele não me ouve
Ou me ignora. Sou um peso morto. O novo mundo se ergue, eu sou a ultima peça
É inevitável , pois para que a chama daquele templo ascenda , basta um olhar, da dona daquele lugar

Eu me entrego, no cemitério , em meio aos ossos e cruzes,
Dos meus irmãos. A ultima esperança,  se junta a eles... Me perdoem 
Irmãos, me perdoem ...


Pois não há mais luta, não há guerra
Apenas ecos, dos meus próprios gritos, que reverberam nas paredes do oceano nevoento 
Aonde ir, como ainda caminhar, eu me acento na minha suposta sepultura
Olho pela ultima vez ao céu, tento encontrá-lo. Ele pode me ver?

Eu me entrego, e deixo minha assinatura aqui. Posso senti-las.
Chegou a hora. Sinto o Seu olhar sobre mim, com tristeza, mas
há neles, expectativa sobre o novo mundo... Elas me encontram
Sinto suas palavras, são doces, elas dizem "é hora de ir"

Sua espada é afiada, e destrói meus ossos antes de tocar o coração
Não sinto nada, não vou cair, estou ajoelhado, já me basta
Um simples olhar, Ela O deu. Eu grito, "Você pode me ver?!"
E Ele responde, "Sua assinatura, é mais altiva que seu grito"

Ela está marcada. Reascenda ... Esperança...

...:Moisés Noah:...

Comentário: Entendo este texto como uma espécie de diário do personagem. Um caderno onde estão escritos seus pensamentos ou coisas parecidas. Ainda não dei nome algum ao personagem, por enquanto o tenho apenas como "Esperança".




terça-feira, 15 de maio de 2012

Desabafo

As vezes eu me pergunto, até onde isso vai durar? Toda essa pressão e dificuldade que me fazem perder a paciência. Até onde vai minha covardia? Não sei nem se devo tomar uma atitude. Eu fujo de muitas coisas , ignoro, mas não ignoro a situação, ignoro os sentimentos que tenho. Esse é o problema, ignorar os sentimentos não faz eles deixarem de existir. E debaixo de muita pressão eles explodem. E quando isso acontece, enfim. Devo sempre fugir de meus sentimentos? Devo abandoná-los e fugir da dor? Ou encará-los de frente, assumir os riscos? Talvez se, eu assumisse os riscos, e por um milagre, terminar alcançando meu sonho , não teria mais motivos para fugir da dor, ela me daria base para suportá-la. É complicado, no final de tudo a dor me acovarda. O risco de sofrer, independente da área que esteja este risco, me faz recuar e fugir das atitudes. E por que não fugir da dor?Por que assumir o risco do sofrimento? Se não fosse Deus na minha vida, já teria chutado o balde. Ele sempre me mostra que ainda há esperança. Que eu devo confiar Nele. Então confiarei, mesmo andando no escuro. A única resposta que tenho, é sobre um final feliz, que não faço ideia de como vai ser. Mas é ai onde entra a fé. Então eu me agarro a ela, e com Deus buscarei as respostas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Remanescente ...

(Eu ouvia a música que postei no final do poema enquanto escrevia. Recomendo que a ouçam, enquanto estiverem lendo).

Enquanto se levanta , e empurra o cadáver de seu irmão
Em um mundo que desaba, por debaixo de uma grande guerra
A chuva cai sobre ele, e inunda o enxame de cadáveres ao seu redor
Pedras rolam, e os prédios aos poucos caem, como se a séculos ruíssem

Ele sobrevive, mas seu corpo o segura, como uma cela
Em seu estado de choque, pela dor...
Ele ainda vê o rosto de todos aqueles que morreram
Um povo, que lutou contra todas as situações, que agora esta morto

E o que sobrou deles, foi apenas o odor fétido, de suas carcaças
do que um dia foram, de esperanças a paixões, sonhos
Todos estão ao chão, e este mundo destruído afunda, 
E todos os feitos de seus agentes, são esquecidos

Ele sente seu corpo naufragar junto aquele mundo
O peso, a pressão sobre seus ossos, aprofundando cada vez mais
em um mar de sangue, enquanto um novo mundo surge, na antiga superfície 
Ele apenas olha para cima, para a tempestade, os mares de nuvem refletem por um tempo em seus olhos.

Acabou.

Ele ainda quer viver, se levanta , e se abriga em uma velha casa
de longe vê todos os mortos, e observa a si mesmo
Seu corpo, é sua própria cela. Como se acima dele, por cima de suas batalhas e conquistas
Um novo mundo é erguido. Tudo sera esquecido, enquanto ele se encosta nas paredes 

Ele se lembra do que aquela casa representa
Foi ali que tudo começou, parece que foi a tanto tempo
as paredes gritam por eras, assim regurgitam em gemidos, suas bases cansadas
Ela aparenta tão velha, e tão abalada, suas cores desbotam...

Ele volta a caminhar, naquele mundo cinzento , a luz se foi
ilumina agora, o novo templo que se ergue, acima dos mares de nuvem
que ele observa, tantos trovões e relâmpagos. Ele caminha
por cima dos mortos , e das ruínas, do entulho, que agora é o terreno predominante

Mas ele está vivo, o ultimo de tantos de sua raça, que morreram lutando
Mas as sentinelas o observam, o caçam, querem garantir que ele não mais se desprenda
deu sua cela. Seres belos, mas não misericordiosos quando devem cumprir mais uma morte
é o medo dos outros, que os torna tão escuros e ameaçadores

E assim ele continua, ele não aceita que todos aqueles escombros sejam encobertos
Mesmo que o dono daquele mundo, daquele coração, se sinta melhor ao esquecer de todos que morreram
é inaceitável para ele, que Eu me esqueça. Portanto, sempre que os caçadores tentam matá-lo
Ele luta, os derrota, e grita, muito alto. E as vezes, quando me permito, o ouço gritar, 

Nostalgizo junto com ele, enquanto ele olha pra cima, para a tempestade de sangue
e eu , olho sem foco algum, mas ele, busca me encontrar , olhando para a tempestade
E diz, que , meu esquecimento não simboliza sua morte, a mente dele é quem segura sua chave
E ele se liberta, e vaga sozinho, e luta contra um exercito, resiste toda noite

Mas, ainda não encontramos, o perdão...

..:Moisés Noah:..

Comentário: Ele ainda luta, eu ainda o ouço gritar...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Estou pensando em mudar o estilo de meus poemas.
Estava pensando em minhas inspirações, e percebo que fujo muito o estilo delas.
Gosto de poemas mais soltos, mesmo na sua linguagem. Então decidi empregar essa minha mania de usar uma escrita rebuscada apenas para ocultar ou dar certa ambiguidade no entendimento dos poemas.
Percebo que muitas vezes meus poemas perdem a sonoridade. O que me deixa triste. Pois é o que mais aprecio nos poetas da Segunda Geração. Ou em escritores da primeira geração como Guimarães Rosa...
Bom é só isso...

domingo, 1 de abril de 2012

Reflexo

    É difícil ver o mundo em que vivo sem seu toque, Senhor Deus. Um mundo manchado de sangue e concupiscência. Mas, ao me entregar a Ti, o Senhor tem me mostrado Seu toque neste mundo doente. Me mostrando as alegrias que o Senhor nos dá em meio a tantos males. Duvidar de uma vida feliz, e de alegrias neste mundo, é como duvidar do Teu Poder. Pois, a partir que mudamos nossas vidas nos entregando a Ti, e abandonando o 'mundo', nós passamos a viver no Teu Mundo, tua graça. Um Reino que se personifica em nós , através de Ti, Jesus. E vivendo nesse Reino, o Corpo de Cristo, vemos a verdadeira alegria da vida neste mundo. Alegria que não se baseia nos prazeres em vícios que nos destroem, mas em prazeres que nos dão a verdadeira Paz que o 'mundo' procura, com saúde, beleza e luz. Prazeres que não acabam, mas se renovam. Sem o vazio.
   Viver sabendo que podemos nos alegrar aqui, porém, não satisfazemos nossas almas, pois sabemos da Glória que há de vir. Aproveitar nossa vida neste mundo, edificados no Reino fundado por Cristo em nós.  Deus, não há maior alegria do que viver contigo, do que o amor que tenho por Ti. E eu te agradeço, pelas inúmeras formas de me mostrar a verdadeira Vida. Que é o Senhor vivendo em nós. 
   O Senhor me da prazeres ainda maiores do que ver sua obra refletida no Céu, pois é assim que A vejo. Mesmo que não possa vê-la sempre, me alegro em Ti pela tua graça. Ela faz mais diferença do que o Sol da manhã, ou do que as luzes pálidas de Ithil pela noite. E poder olhar em seus olhos , me vem como um presente por usá-los para trabalhar em Sua obra, Deus. Ela me vem como presente para cada membro meu, que luto para que se tornem ferramentas do Seu Querer. Obrigado Senhor. Eu o Amo muito Deus meu, e a cada dia amo mais, tu és a primavera da minha vida. E mesmo que eu não mereça nada, O Senhor reflete todo Seu Amor por mim, na luz do rosto dela. E ser agraciado pela luz dela, é contemplar sua glória . Pois em mim ela traz vida, vigor e alegria, promessa do Senhor para mim.


..:Moisés Noah:..


Comentário: ... 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Narsilion, o Cântico do Sol e da Lua

(Comentário: Esse é mais um de meus textos em meu outro Blog :  http://maisoumenosoinfinito.blogspot.com/ . Gostei muito dele, e me inspirei nas obras de Tolkien, de O Silmarillion, para escrevê-lo).

      Longos foram os dias anteriores as eras do Sol, Anar. E antes de sua criação, boa parte de Arda era coberta por trevas, e seus filhos tinham apenas a luz das estrelas para iluminá-los. Porém, havia um lugar, Valinor, terra dos Ainur, os Senhores do Oeste; Que moldaram a Terra para a chegada dos primogênitos.         Neste lugar Sagrado a luz era rica e formosa, pois as Grandes Árvores , Telpérion, a árvore de Prata, de luz serena, e Laurelin cujo os frutos eram dourados como a luz que emanava dela, ali abitavam.
     Como é triste pensar que a inveja pode chegar a insanidade, pois as luzes dessas árvores, que enraizavam-se nos jardins de Vána, foram apagadas pela Cólera de um doente , cuja sua doença era o ódio e o conhecimento do medo. Poderoso ele foi entre os Ainur, mas hoje, sem seus pés e mãos, aprisionado está, para que passe as eras persuadindo com seu próprio escárnio.
    E com o auxilio de Ungoliant, ser terrível que se aparentava a uma Aranha, medonha e asquerosa, foram envenenadas as Árvores de Luz, nas terras sagradas. E não houve como salvá-las de sua triste morte, pois era o veneno de Ungoliant cheio morte e trevas das quais nem a luz podia lhes escapar.
    Após esta calamidade , no mais belo canto de Arda, houve tristeza e muitos outros males descenderam da Cólera de Morgoth, pois suas palavras invejosas entraram na mente dos que um dia foram Altos por agraciarem-se da luz das , jaz falecidas, Grandes Árvores. E dessas palavras nasceu o ódio de Fëanor, e do roubo de suas jóias veio a revolta e a indignação em sua mente, e na mente dos que o seguiam.
    Fëanor, adoecido pela tristeza e desejo de reivindicar o que lhe pertencia se revoltou contra os Valar, os já citados Senhores do Oeste. E saindo de Valinor , seguiu rumo a Endor a Leste, cruzando o oceano. E este percurso foi marcado com sangue, traição, e dela nasceu a Sina dos filhos de Fëanor.
    Mas, algo belo ainda estava para nascer em meio a lastimáveis fatos, pois na mente dos Valar já era preparada um vitória contra Melkor, o doentio Morgoth. E colhendo os últimos frutos das Árvores de Luz foram criados em Ilmen,"O Firmamento", aonde as estrelas descansavam, monumentos que previam o declínio dos Elfos, os Primogênitos, e o despertar dos Homens, Atani, os Sucessores.
     Pois, do último fruto da Árvore de luzes douradas, nasceu Anar, o Sol, que em seu primeiro raiar , despertou os homens do sono de Ilúvatar, que começaram a seguir essa luz, e perambular nas Terras de cá. E Isil, a Lua, criada da última flor da árvore de prata, que levada por Tilion, Valar de poder e respeito, repousou-se na escuridão do vasto Céu, e esta fora como homenagem aos Primogênitos Imortais e suas memórias.
    E sendo Telpérion, a árvore de prata, a mais velha, Isil fora firmada primeiro , sendo chamada pelos Elfos como "A inconstante". E Anar, sendo colocado por último , carregada pela dama, rainha entre os Valar, Arien, cujo corpo nu resplandecia em luz como grandes labaredas.E fora o Sol também chamado de " O Coração de Fogo".
    E Morgoth, Senhor do Escuro, vendo estas belezas, as temeu e estremeceu em seu escuro Trono, sendo ele o único dos Valar a conhecer o medo.E em suas fortalezas se escondeu da luz de Anar, assim como seus servos acostumados a escuridão.






As Árvores de Valinor, A Cólera de Morgoth, a Indignação de Fëanor, e o Nascer do Sol e da Lua no Firmamento.
Texto Baseado no Universo de Tolkien, fatos relatados em O Silmarillion.
Escrito por + O Infinito Mn (..:Moisés Noah:..)




(Melkor, também chamado de Morgoth, e Ungoliant ao lado das Árvores de Luz)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Caos de + O Infinito

    Um caos intenso. É isso que essa geração tem passado, mas não percebe devido a sua mania de acostumar-se, não dar a mínima aos detalhes importantes de uma sociedade em ruínas. Se preocupam em aprender cada detalhe dessa vida, e querem torna-se cada vez mais sábios. Mas não observam que a sociedade passa por uma transição catastrófica, aonde abandonar os costumes antigos, que mantiveram a sanidade de muitos, é uma característica daqueles que buscam desesperadamente a modernidade.
Questionar não é um problema, muito pelo contrário, vejo o questionamento como uma dádiva. Mas não concordo com o fato de buscarmos o questionamento e não as soluções. Questionamos e questionamos, criticamos costumes e adotamos vidas supostamente corretas. Mas em nenhum momento, pelo menos na maioria dos casos, observamos o fato de que a solução não veio do mesmo que nos propôs o questionamento.
   O ser humano foi criado para questionar. Saber o que ele é e o que será, e o que ele considera correto de acordo com sua personalidade. Porém, encontrar a solução para seus questionamentos é um problema sério. Através dessa busca incansável de respostas evoluímos, de certa forma. Mas, não encontrar a solução final para essas perguntas nos leva ao caos. Já não existem revoluções em busca de uma solução, mas as revoltas acontecem pela falta de visão de uma solução concreta. Todas as soluções propostas nos levam a uma nova questão.
   Grandes pensadores e filósofos, tiveram seu papel em abrir questionamentos quanto a existência humana, alguns nos deram soluções. E em meio a sua dialética, nos abriram portas para definirmos o nosso próprio 'eu'. No entanto, a resposta a essas perguntas vieram, talvez, de fontes que louvaram o ser maquinado, necessitado de uma organização. E trouxeram ao homem um comportamento, de certo violento, contra qualquer um que tentasse propor uma solução concreta. Associando essa solução a um caráter divino, em que o homem inveja, e caracteriza-se por tentar obtê-lo, e quando ameaçado, abandona sua mentalidade religiosa, por não acreditar que alguém entre eles possa ser divino, se não ele mesmo.
   O abandono da fé, veio da mania de questionamento desacerbado, quando este tentou questionar a sua fé.A característica desse termo é justamente o fator "inquestionável", que na modernidade se tornou algo inaceitável.
   Um dia o questionamento veio para trazer ao homem uma luz, ao contrário do que é hoje, onde a desvalorização do próprio corpo é louvada por todos. Aonde apontamos o extremismo humano, pois, se ele não pode se tornar um ser divino, banaliza todas as suas ações, e se entrega a uma busca de prazer incoerente, talvez para suprimir sua guerra interior, mas continua a louvar seus atos.
   Trazendo então, ao texto, uma linha de raciocínio religiosa, o então Messias, Jesus, chamado Cristo, veio ao mundo e trouxe a sua sociedade uma solução, e quase que uma proibição da dialética, onde esta era permitida desde que não o levasse a um estado de loucura, causar dano ao seu próprio corpo. As suas palavras, apesar de abordar um estilo inquestionável por ser a solução, em visões cristãs, perfeita, ao mesmo tempo que ensinou a controlar o questionamento incoerente, nos deu uma visão clara de que devemos questionar a banalização da cultura e do prazer do homem, e não nos acostumarmos, ou nos contentarmos com as propostas "mundanas".
   Este caráter de solução perfeita e inquestionável, despertou no homem seu desejo de possuir, e invejá-lo, e mais uma vez mostrou a ele que sua mente era incapaz desse feito, dai então a inveja trouxe a violência, e como já planejado, esse Messias foi tratado como o pior de todos os infratores.
Jesus, mostrou ao homem que a mente perfeita é capaz de controlar o corpo, sendo Ele considerado Santo. E Ele foi. A Santidade, ou seja, o abandono das impurezas, ou banalidades é a proposta de Jesus, para trazer uma mente serena, que também pode ser um detalhe da "salvação" dita por Ele. A verdadeira busca pela sensatez, se baseia no abandono das promiscuidades, que dá a luz a uma mente limpa, apta para a busca da solução.
   E é isso que busco, essa pureza. Não posso ser louvado, por ser uma criação, mas a dádiva do pensamento que me foi dada é o bastante para valorizar uma vida saudável. Pois a felicidade que vem da paz, e do verdadeiro valor do prazer, não nos exalta, mas nos leva a uma vida digna e sem a vaidade proposta pelo mundo, que é regido pela violência, já que o questionamento humano não encontra solução.
   O Mundo caminha para o fogo, ou seja, o consumismo desacerbado, do seu próprio 'eu', um fim caótico, em meio a suas guerras. A vida em Cristo trás uma luz àqueles que estão em trevas. Uma solução a um mundo que se acaba. Mas ainda há aqueles que podem ser salvos dessa loucura. Jesus, é a Salvação. E suas palavras são como leite e mel.

A salvação em Cristo, o Mundo , e o fim em Trevas e Caos
Escrito por +O Infinito Mn (..:Moisés Noah:..)

Comentário: 
   Este foi um texto que escrevi para meu outro blog - http://maisoumenosoinfinito.blogspot.com/ - como Mais o Infinito, personagem que criei para personificar minha "criatividade".
   Gosto muito deste texto, portanto achei muito legal postá-lo aqui.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

My Lúthien


Não mais
Nem o Calor
Nem o Toque
Não valem mais

Eu me lembrei
Eu reconheci
O que Sentia    
O que Queria

Mais uma vez
Eu sonhei

Aquela e Aquele
Com eles sonhei
Aquele que serei
Aquela que ela é

E que um dia Será
Seja com alguém
Seja com Aquele

Um coração
Que dança como o Rei

A alegria de,
em  felicidade , encontrá-la
Em meus Braços
Em meus Atos

Um sonho
De um futuro
Em que eu A amei
E Ela me amou

Um passado que posso não ter
Um passado que , em eternidade,
Pode prevalecer

Então eu a Amarei,
Minha Tinúviel
Minha Lúthien




..:Moisés Noah:..
Comentário: 
    Escrevi esse poema enquanto estava no ônibus, vindo para casa. Deviam ser 16:40, quando comecei a escrevê-lo. Terminei  em cerca de 10 minutos. 
   Baseei tudo o que escrevi em meus sentimentos e pensamentos, e em meu próprio sonho, que dividi apenas com meus melhores amigos, o meu Grande e Maravilhoso Deus, e meu amigo de longas datas , Arnom Abner -(ventofrioo.blogspot.com ).